Como passar concurso público inteligente

Como passar em concurso público de forma inteligente


visite nosso outro site  comopassarjá com tops dicas para passar em concurso publico de forma rápida e inteligente...


Como passar concurso público inteligente.









Tarefa árdua a construção de um sítio em Psicologia, bem como colocá-lo em divulgação, objetivando que não seja interpretado e visualizado como “mais um site de auto-ajuda”.

Sites em diversas áreas de atuação, em regra, trazem-nos inúmeras dicas, macetes, modos de agir e de pensar que generalizam o bom-senso e ratificam o senso comum, fazendo, dessa forma, que atitudes do cotidiano sejam naturalizadas e vivenciadas como experiências individuais, criadas e gerenciadas pela nossa razão, “tão suprema e independente”.

No entanto, apostamos na criação e construção de outros modos de agir, menos impositivos dessa racionalidade da razão que às vezes nos é tão cara, além de infligir sobre o nosso dia-a-dia formas de ser e de estar na vida que não entendemos e não conseguimos codificar ou dar qualquer sentido.

Acreditamos que inúmeros verbos fazem parte da constituição da nossa língua e que são constantemente utilizados para nos comunicar e projetar expressões, criando, assim, uma linguagem cotidiana que representaria, em princípio, as condutas do dia-a-dia. Destarte, diversas vezes, essa linguagem produzida por nós possibilita a criação de infinitos sentidos, no entanto, certos sentidos por vezes nos são apresentados de formas arbitrárias para que tenhamos uma expressão determinada ou esperada. Frequentemente não nos é facultado colocar tais expressões, sentidos e realidades em análise ou sequer problematizá-los. Parece-nos que alguns verbos já possuem seus sentidos totalmente delimitados e engessados, e ao utilizarmos esses verbos todos os significados são codificados em algumas expressões e realidades, tudo já está dado e pré-formatado.

Dentre essa vastidão de verbos que compõem nosso vocabulário cotidiano, um em especial focaliza nosso processo de atenção, visto que tal verbo e seus sentidos têm sido utilizados como mais um pilar fundamental para as novas políticas de qualificação propostas pelo modo de produção do Capitalismo. O VERBO ESTUDAR.

Um entendimento comum que se atribui ao verbo ESTUDAR se mostra, a nosso ver, surpreendentemente nefasto e depreciativo na construção de novos modos de vida.

Vestibulares, provas de concursos, provas realizadas nas universidades, aulas de línguas, cursos de formação ou técnicos, mestrados, doutorados, entre outros, são afetados intensivamente por esta forma de entender o estudo que nos entristece, já que percebemos certa negativação deste verbo ao extremo, fazendo com que inúmeras vezes intensifiquemos sentimentos e sensações incômodas quando mencionamos qualquer atividade ou tarefa que envolva a aplicação, mesmo que breve, desse verbo estudar... Máquina perfeita para produção de sofrimentos!!!! Não é?

Tal produção de sofrimentos alcança uma intensa visibilidade no contemporâneo, pois verificamos concretamente a proliferação virulenta de espaços destinados a promover a aprovação de pessoas aos cargos públicos: OS CURSINHOS. Sim, sabemos que outras questões políticas, sociais e econômicas estão envolvidas, das quais trataremos aos poucos. Não objetivamos com o nosso trabalho produzir respostas, e sim criar novos problemas, novas questões para que VOCÊ, juntamente com outros espaços coletivos de diálogo, problematize esse modus operandi tão normal e tão fortemente afirmado pelo onipotente “bom-senso” sobre os modos de estudar.

Nunca o verbo estudar foi tão exigido e execrado, nunca foi tão pertubardor, incômodo, impiedoso, nunca se fez ouvir e ecoar em todos os espaços de diálogo, nunca teve seus modos de ser tão fortemente explicados, dissecados e analisados. Inúmeros caminhos de como, quando e o que estudar estão sendo constantemente analisados por especialistas e especialismos de todos os gêneros e graus, da medicina à astrologia, fórmulas e receitas são publicadas e nos é ensinado o “know-how” dos processos de uma melhor aprendizagem. E quanto a nós? Ingerimos estas produções de conhecimento sem quaisquer dúvidas ou sem qualquer olhar mais questionador, afinal o senso-comum e o bom-senso falam por nós.

Bom, nestes espaços – os cursinhos – o suposto bom-senso impera inabalável, inquestionável, afirmando que “aqueles que não estudam seis horas por dia durante um ano ou um ano e meio não estarão habilitados a pleitear uma vaga no serviço público ou no próximo vestibular, ou na próxima turma do mestrado ou doutorado, ou no supletivo”. DUVIDAMOS DISSO!

Como passar concurso público inteligente.


Claro que há uma escala de valor, uma mercalização dos modos de estudos. Vejamos um exemplo bem comum: é dito que seis horas/dia equivalem a uma vaga de técnico, oito horas a de analista e mais de dez a juízes, auditores, procuradores e conexos. Há uma variação dentro desta escala, mas de maneira bem generalizante, as trocas são efetuadas dessa forma. Há apenas uma variação.

Muitas questões e respostas encontram-se disponibilizadas nos diversos meios de comunicação e em publicações científicas; prontas, empacotadinhas e bem embaladas para serem consumidas e vividas com opiniões individuais reguladas por nosso suposto livre-arbítrio. Basta-nos, portanto, dentre as opções disponibilizadas, olhar, escolher e consumir, sem qualquer problematização dessas supostas escolhas. Afinal, no mundo contemporâneo o que realmente importa é praticarmos formas de consumir, não importando como as fazemos! Não é? Nosso objetivo é justamente possibilitar condições para a desmontagem de algumas engrenagens produtoras dos sofrimentos mais diversos. Possibilitar a criação de outros sentidos para o verbo Estudar.

Um exemplo de um processo de desmontagem dessas engrenagens: seis horas de estudo para quem? Para quê? De que forma? O que são seis horas de estudo? O que é estudar? Estar sentado durante doze horas é estudo? O que significa estudar muito? Essas perguntas breves são alguns exemplos para as quais, em princípio, já temos respostas exatas, prontas e pouco esclarecedoras, pois já possuem um modo de funcionamento determinado e afirmado pelas práticas reguladas pelo bom-senso. Nossas individualidades, ditas autônomas, sequer articulam saídas ou indagações sobre tais perguntas, já que elas possuem respostas predeterminadas e que são constantemente confirmadas por “gurus e papas” dos concursos. Respostas-verdades que são internalizadas e vivenciadas com opiniões pessoais.

Objetivamos, por fim, com este site que lhes apresentamos, colocar em análise algumas dessas categorias, escolhas, formas de consumo, respostas-verdades tão “bem” racionalizadas pelas nossas individualidades (ou dividualidades?). Isto é, colocar alguns desses modos de estudar fabricados em série e que são consumidos por nossos corações e mentes em uma constante análise, bem como divulgar o trabalho que realizamos na atividade clínica cujo escopo visa justamente intensificar tais problematizações que ora propomos.

Como passar concurso público inteligente.


Boa leitura!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça o Guia Prático para Ser Aprovado em Concurso Público em 1 Ano

Será que a solução é analfabetizar os alfabetizados